terça-feira, 3 de abril de 2012

hackers roubam mais dados que ladroes na internet

Hackers ativistas roubam mais dados do que criminosos, diz estudo


Manifestantes usam máscaras ligadas ao movimento Anonymous (AFP)
Ataques de hackers ativistas aumentaram em 2011
Um novo estudo de incidentes relacionados à segurança online aponta que hackers ativistas roubaram muito mais dados de grandes corporações em 2011 do que criminosos comuns.
O levantamento anual da empresa de telecomunicações Verizon concluiu que 58% de todos os dados roubados durante o ano passado foram furtados por grupos de ativistas.
A análise catalogou 855 incidentes do tipo no mundo todo em que 174 milhões de dados foram roubados.
"Hackers ativistas estão por aí há algum tempo, mas atuavam principalmente na descaracterização de sites", afirmou Wade Baker, diretor de pesquisas da Verizon. "Em 2011, foram mais relacionados a roubar um punhado de informações de uma companhia."
Os ataques de hackers ativistas durante o ano de 2011 foram liderados pelos grupos Anonymous, Antisec e Lulzsec.
Esses grupos conseguiram realizar uma quantidade significativa de ataques, derrubando sites e roubando grandes quantidades de dados de companhias privadas e agências de governos.
"O roubo de dados se transformou em um mecanismo de protesto político", acrescentou Baker.
Defesas específicas
O especialista da Verizon avalia ainda que é difícil desenvolver defesas específicas contra os ataques de hackers ativistas, pois eles usam táticas e técnicas criadas especialmente para cada ocasião.
Segundo o estudo, apenas cerca de 35% dos dados roubados de grandes companhias foram furtados por grupos criminosos organizados que queriam vender as informações ou usá-las para cometer outros crimes.
Baker afirma que os criminosos virtuais ainda são uma grande ameaça para as grandes empresas e constantemente atacam as defesas das companhias procurando por pontos fracos.
Esses ataques, segundo o especialista, tendem a ser oportunistas e se aproveitar de brechas e vulnerabilidades que os hackers encontram.
Poucas empresas estão fechando ou sofrendo com problemas mais duradouros por causa de falhas na segurança da informação, de acordo com Baker. Mas as companhias ainda precisam trabalhar para garantir a segurança de seus dados.
"A habilidade de detectar uma falha ainda é baixa", diz o pesquisador.

quarta-feira, 21 de março de 2012

noticias

Hackers atacam Casa Branca, Pentágono e Wall Street
08 de julho de 2009 • 16h41 • atualizado às 17h57

Vários sites do governo americano, entre eles os da Casa Branca e o Pentágono, sofreram neste final de semana um ciberataque coordenado, informaram nesta quarta-feira vários especialistas em informática. O Departamento de Segurança Interior, que admitiu as ações, preferiu não identificar seus endereços na internet.
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Segundo o Serviço de Inteligência Nacional de Seul (NIS, na sigla em inglês), em reportagem da agência Reuters, 26 sites da Coreia do Sul e dos Estados Unidos foram atacados, e alguns deles desabilitados, por hackers possivelmente vinculados à Coreia do Norte.
"Foi um ataque em massa", disse Johannes Ullrich, chefe de tecnologia em informática do centro privado SANS Internet Storm Center. "Nada de muito sofisticado, mas (...) fizeram que entrassem em colapso", acrescentou. "O que ficou mais prejudicado foi o da Comissão Federal de Comércio, ftc.gov", disse Ullrich.
Segundo o especialista, o ataque de hackers também causou destruições nas páginas do Departamento de Segurança Interior, na Administração Federal de Aeronáutica (FAA), na Agência de Segurança Nacional (NSA) e nos Departamentos de Estado e do Tesouro, entre outros.
Entre os privados, Ullrich mencionou a Bolsa de Nova York (NYSE), a eletrônica Nasdaq, o portal Yahoo!, o site de vendas Amazon e o jornal The Washington Post.
A Bolsa de Wall Street admitiu em comunicado que seu site nyse.com foi atacado, mas que isso "não teve um impacto maior".
O Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciou ter notificado as agências federais quanto a medidas que poderiam ser tomadas. "Nós vemos ataques às redes federais a cada dia, e as medidas regulares de segurança minimizaram o impacto sobre os sites federais", disse Amy Kudwa, porta-voz do Departamento de Segurança Interna.
Caso a Coreia do Norte seja responsável, isso representaria uma escalada nas tensões que já andam altas desde o teste nuclear de Pyongyang em maio, do disparo de sete mísseis balísticos este mês, e de repetidos insultos da imprensa oficial do país aos seus tradicionais inimigos em Seul e Washington.